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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Temas Interessantes

Jodi Picoult

Jodi Picoult nasceu e cresceu em Long Island. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante.

O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar:
- Trabalhou numa correctora;
- Foi copywriter numa agência de publicidade;
- Trabalhou numa editora;
- E foi professora de inglês.

Aos 38 anos é autora de onze best sellers e em 2003 foi galardoada com o New England Bookseller Award for Fiction.

Todos os livros de Jodi Picoult abordam temas polémicos. São livros que nos deixam a pensar o que fariamos numa situação semelhante, envolvem-nos e tocam-nos perfundamente.






Ética e Bioética (Vida e Morte)

Esta pesquisa surge no âmbito de um trabalho que fiz para a discilpina de : Modelos Categoriais da Civilização Tecnológica, lecionada pelo Professor Doutor Luis Larcher. Assim começo por descrever o que é a Bioética: "Bioética não é uma disciplina, nem mesmo uma nova disciplina; eu duvido se ela será mesmo uma disciplina. Ela tornou-se um campo de encontro para numerosas disciplinas, discursos e organizações envolvidas com questões levantadas por questões éticas, legais e sociais trazidas pelos avanços da medicina, ciência e biotecnologia"; (Professora Onora O'Neall, 2002).
O tema que mais me envolveu na pesquisa foi o da Reprodução Médica Assistida.
O progresso nas técnicas de reprodução assistida, embora consiga responder ao desejo de numerosos casais estéreis, tem levantado várias questões morais que põem em causa a legitimidade dos progressos científicos feitos nesta área.
Os aspectos éticos mais consideráveis são os que se referem à selecção do sexo, à doação de espermatozóides, oócitos e embriões, à seleção de embriões com base na evidência de doenças ou problemas associados, à maternidade substitutiva, às situações de monoparentalidade, à clonagem ou modificações genéticas no embrião, ao destino dos embriões excedentários e à pesquisa e criopreservação de embriões.
Existe ainda o problema que se levanta relativamente a aspectos reprodutivos de casais homossexuais. Se casais homossexuais femininos solicitarem um serviço de reprodução assistida, em que uma das parceiras utilizando esperma do dador, deve a comunidade médica equiparar esta solicitação à de um casal heterossexual? Ou deve ser feita uma abordagem totalmente diferente? Deve realizar-se uma fecundação estritamente "artificial" quando a natureza não o permitiu? Que pensar quando embriões congelados são destruídos após a fecundação? Não se está a destruir um potencial ser humano?
Uma coisa é certa: nenhuma decisão, a este nível, deverá ser tomada de ânimo leve ou tendo apenas em conta uma única perspectiva sobre o problema.
Aquando da apresentação do trabalho de Ètica e Bioetica, assistimos ao filme: "Para a Minha Irmã", que trata exactamente este tema tão polémico (ver as sinopses), partilho também outros livros e filmes  igualmente interessantes, apesar de alguns filmes já serem antigos os temas continuam ainda a ser bem actuais. Aconselho vivamente a leitura destes livros.


Para a Minha Irmã

Os Fitzgerald são uma família como tantas outras e têm dois filhos, Jesse e Kate. Quando Kate chega aos dois anos de idade é-lhe diagnosticada uma forma grave de leucemia.  Os pais resolvem então ter outro bebé, Anna, geneticamente seleccionada para ser uma dadora perfeitamente compatível para a irmã.

Desde o nascimento até à adolescência, Anna tem de sofrer inúmeros tratamentos médicos, invasivos e perigosos, para fornecer sangue, medula óssea e outros tecidos para salvar a vida da irmã mais velha.  Toda a família sofre com a doença de Kate. Agora ela precisa de um rim e Anna resolve instaurar um processo legal para requerer a emancipação médica, ela quer ter direito a tomar decisões sobre o seu próprio corpo.”

Em "Para a minha irmã" muitas questões complexas são levantadas:
- Anna tem obrigação de arriscar a própria vida para salvar a irmã?
- Os pais têm o direito de tomar decisões quanto ao papel de dadora de Anna?
- Conseguimos distinguir a ténue fronteira entre o que é legal e o que é ético nesta situação?


 Compaixão

A eutanásia é um tema difícil, é certamente muito duro dicidir sobre a vida ou a morte. Mas o que fazer quando alguém que amamos sofre de uma doença sem hipótese de recuperar e sobreviver?

Poderemos ter mesmo a certeza da morte?

Poderemos decidir matar alguém com a certeza que não existiria uma mudança, um milagre?






O Pacto

A amizade das duas famílias parecia ser das coisas mais sólidas do mundo.
Ninguém se surpreendeu quando os dois começaram a namorar. Pareciam ter nascido um para o outro.

Mas tudo desmoronou numa madrugada, quando Emily morreu com um tiro na cabeça bem ao lado de Chris, encontrado desmaiado pela polícia. Assassinato? O menino garante que havia um pacto de suicídio entre ele e a namorada. Ambos deveriam ter morrido naquela noite.

Alguém falhou. Onde está a verdade?



Frágil

Willow, a linda, muito desejada e adorada filha de Charlotte O’Keefe, nasceu com osteogénese imperfeita - uma forma grave de fragilidade óssea. Se escorregar e cair pode partir as duas pernas, e passar seis meses enfiada num colete de gesso.

Depois de vários anos a tratar de Willow, a família enfrenta graves problemas financeiros. É então que é sugerida a Charlotte uma solução.  Ela pode processar a obstetra por negligência - por não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase inicial da gravidez, quando ainda fosse possível abortar.

A indemnização poderia assegurar o futuro de Willow. Mas isso implica que Charlotte tem de processar a sua melhor amiga. E declarar perante o tribunal que preferia que Willow não tivesse nascido...





Um Golpe do Destino

Jack McKee (William Hurt) é um médico completo: bem sucedido, rico e sem problemas na vida. Até receber o diagnóstico de que tem cancro na garganta. Agora ele passa ver a medicina, os hospitais e os médicos sob uma perspectiva como paciente.










Filadelfia

Promissor advogado (Tom Hanks) que trabalha para tradicional escritório da Filadélfia despedido quando descobrem ele ser portador do vírus da SIDA.

Ele contrata os serviços de um advogado negro, que é forçado a encarar os seus próprios medos e preconceitos.









O Amor é Contagioso

Em 1969, após tentar suicidar-se, Hunter Adams (Robin Williams) voluntariamente interna-se num sanatório. Ao ajudar outros internos, descobre que deseja ser médico, para poder ajudar as pessoas. Sai da instituição e entra na faculdade de medicina.

Os seus métodos, poucos convencionais, causam inicialmente espanto, mas aos poucos vai conquistando todos, com exceção do reitor, que quer arranjar um motivo para expulsá-lo, apesar dele ser o melhor da turma.






A Minha Vida

Bob Jones (Michael Keaton), proprietário de uma empresa de relações públicas, tem um casamento sólido e feliz.

Gail Jones (Nicole Kidman), sua mulher, espera um filho, mas ele é portador de cancro inoperável e tem os dias contados.

Com isso, decide então gravar um vídeo para o filho, apresentado-se e passando para ele toda a sua experiência, desejando muito estar vivo no dia do seu nascimento.

4 comentários:

Maria Fernanda disse...

Também gosto desta autora sobretudo pelos temas controvérsos que aborda, são temas mesmo interessantes, que nos fazem pensar.

isauramorais1961 disse...

Dos temas da autora os que melhor conheço são:
Compaixão e Frágil. Levam-nos para situações e decisões, que por vezes encaramos como fáceis, mas quando são tomadas fora do nosso núcleo familiar.
Se essa decisão me fosse colocada, não sei qual seria a minha atitude. São temas muito discutiveis. Mas que nos fazem pensar.

Micaela disse...

Infelizmente em Portugal há pouca informação e poucos debates sobre bioética. Na comunidade cientifica há uma luta constante em torno deste tema, no entanto, a falta de informação junto da restante população não o torna no "tema do dia", o que é grave. Por isso, posts como este sao de extrema importância, porque ninguém sabe quando poderá estar perante um decisão ética e moral deste tipo.

Tiago disse...

O título "Compaixão" parece-me ser de facto uma expressão que personifica o sentimento que podemos sentir por alguém de quem gostamos, mas que vemos sucumbir a cada minuto... Apesar de alguns debates sobre bioética em que os académicos esmiúçam as suas teorias/argumentos, falta o contraditório por parte de uma visão sentida do problema pois só dessa forma o debate será equitativo e poderá chamar para a discussão do problema os principais intervenientes, aqueles que vivem 24 horas por dia com a dura realidade de, apesar de ainda estar junto a si, já terem perdido o seu ente querido.
Penso que a questão não deve residir apenas entre a vida e a morte, mas sim quando é que ultrapassamos o limbo que nos separa espiritualmente da vida...e começa a morte que simplesmente se esqueceu de levar também o corpo...

Estes posts bem como os temas e títulos da autora são por isso uma forma de pensarmos nas questões antes da hipotética (mas real) possibilidade de nos tornarmos a sua personificação.

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